quinta-feira, 22 de abril de 2010

Semana Académica 2010

Quinta-feira, dia 22 de Abril de 2010

Dia que marca o início da semana académica, mas não é uma semana qualquer…
É a minha última semana académica com um grupo com quem durante três anos partilhei muito de mim… Desde grandes momentos repletos de cor e batida da noite a horas menos boas onde desabafos foram muitas vezes silenciados por lágrimas…
É o momento que marca o fim da minha primeira etapa como estudante universitária de um curso que me fascina e pelo qual tenho vindo a lutar, a Psicologia…
O caminho foi longo e duro, muito duro mas a passo e passo cheguei aqui e não mudaria nada…
É a minha semana de finalista, a minha e de todos os que me acompanharam até aqui…
Semana aberta a muita coisa onde vale tudo menos tristezas e recordações que fazem chorar e trazem mágoa…
Que seja uma semana feliz, muito feliz para todos nós e que um dia mais tarde só hajam sorrisos e brutais momentos para recordar…
A horas do jantar de curso e serenata, só peço a Deus que tudo corra bem e que seja mesmo uma semaninha de loucuras e muita borga mas muita borga mesmo…
Abusemos então dos insultos neuronais… Lol…
”E se Psicologia quer ser cá da malta tem que beber esse copo até ao fim e vai acima e vai abaixo e vai ao sexo e bota abaixo…”.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A minha vida é um barco...

Curso de Psicologia:
Tudo indicava para uma aula de Aconselhamento Psicológico normal…
E foi, mas com um lado prático em que a professora dava o início de uma frase e nós tínhamos que em quinze minutos dar continuidade a essa frase pondo em prática a nossa veia literária…
O começo foi: “A minha vida é um barco…”
E no tempo previsto desenvolvi então o seguinte texto:

A minha vida é um barco, nele, navego todos os dias. Umas vezes fico a deriva e sinto-me a naufragar, outras atraco em porto seguro e procuro repousar.
Nas ondas da minha vida, navego com agitação deixando-me levar pela fúria da sua força a bater na areia branca da praia e desfaço-me em espuma.
Nesse barco da minha vida, baloiço e baloiço ao sabor do vento quando este sopra e me empurra para um destino sem rumo. Mas quando este não sopra, tenho de usar as minhas forças para o fazer navegar e alcançar a felicidade que tanto procuro e anseio.
No barco que é a minha vida, percebo que sabe bem deixar-me ir ao sabor do vento mas sabe ainda melhor sentir que é o meu interior a fazê-lo navegar com a força do meu coração que em conjunto com os remos me fazem mover com a corrente.
E assim navego navegando neste barco que é a minha vida.

No início, parece não passar de um “jogo” mas rapidamente percebi que fazia todo o sentido… Percebi que realmente se pode fazer uma analogia entre a nossa vida e um barco…
Tal como os barcos, a nossa vida navega entre bons e maus momentos, a nossa vida pode naufragar ou atracar em porto seguro, tal como um barco baloiçamos ao sabor do vento sofrendo por vezes a agitação do dia-a-dia e tal como um barco também afundar em dias de tempestade.
Nada é em vão, assim como esta analogia não o foi e deu que pensar…

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Flutuando...

A flutuar nos meus dias
é assim que me encontro
sem conseguir pisar o chão
que tanto anseio alcançar
A flutuar à margem de um mundo
cada vez mais vazio
que não mostra nada de novo
e que se esconde por de trás da realidade
A flutuar no hoje
a cair no amanhã
a levantar no depois
Procuro orientação
um porto seguro onde pousar
e deixar o flutuar
Decidir sentimentos
deixando palpitar o coração
Fechar a porta a pesadelos
e abrir janelas a sonhos
flutuando novamente
regressando ao ponto de partida
sem conseguir tocar o chão
Continuo a flutuar
e flutuo
flutuando…

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Oh dor...

Oh dor que habitas no profundo do meu ser
e que de mim fizeste revolta
deixa-me renascer
e trazer-me à vida de volta

Oh marca rasgada no meu coração
e que sangras a cada batida
faz-me despertar da ilusão
e sarar esta ferida

Oh grito que te soltas num som estridente
e que no meu silêncio choras
traz-me o ausente
e depressa, sem demoras

Oh Deus que tão alto tens poder
e do céu fazes o dia
peço um milagre a acontecer
e nos meus olhos a alegria

Oh mundo que tudo arrasas ao girar
e que tudo pisas sem pudor
não me recuses o abraçar
e valoriza o meu amor…

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Numa luta pela sobrevivência, sinto o tempo que me rasga e corre pelas veias… Encontro-me viva mas ao mesmo tempo vou morrendo entre memórias e recordações que trazem ao de cima a agonia de dolorosas marcas tatuadas a ferro quente na minha alma…
Sem dó nem piedade, sinto as minhas mãos a escorregar do cimo da montanha e ao olhar para baixo, vejo um sorriso que se fecha cada vez mais acabando por desaparecer desfazendo-se em lágrimas…
Sozinha, estou sozinha… A minha alma, é agora preenchida por tudo o que restou e gelou todo o meu interior, apenas foram deixadas mentiras e omissões… Num momento de cansaço e fracasso adormeço, num momento dominado pelo medo acordo para um mundo onde reina a escuridão e o grito das trevas tenta-me embalar e seduzir…
Tenho os meus olhos a transformarem-se em chamas ardentes de raiva porque a única coisa que conseguem ver é um mundo doentio, um mundo habitado por seres humanos despidos de alma e coração…
Humanos, é assim que somos designados… Mas que criaturas somos nós afinal? Que sangue ou veneno nos corre nas veias? Que amor ou ódio habita no nosso coração?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pensar em desistir, quando as forças se recusam a vencer e a cabeça teima em baixar. Mesmo depois do sol se ir, acreditar que a lua ainda pode brilhar, abrir a janela e cantar mas sentir que ninguém está lá para ouvir…
Muitas vezes me sinto perdida, penso que no amanhã já não consigo acordar, fecho os olhos e sou invadida pela sensação de que o mundo está parado revendo-me a chorar por todos os que me têm magoado e tatuado marcas tão profundas que nem o tempo será capaz de apagar…
Peço atenção ao meu futuro porque lhe quero contar uma história, a minha história… Apelo ao meu destino que não seja duro e escrevo-lhe todos os dias… Nele, desenho palavras soltas livremente pela minha alma e deixo-me ir na construção de frases que habitam no meu íntimo…
Nas páginas do meu coração, vai fluindo a história da minha vida. Nos altos e baixos do meu passado, vão-se perdendo e esquecendo histórias que eu escondia.
Horas passadas num silêncio que só eu consigo ouvir, minutos perdidos entre músicas e letras que nada parecem trazer à minha vida…
Viajo num mundo saturado de interrogações e cada vez mais vago em respostas… Flutuo em ilusões e sonhos que têm nas mãos o poder de me fazer naufragar a qualquer momento e cair num vazio capaz de me devorar deixando-me sem ar…
Há algum tempo que no meu interior existe uma voz presa, uma voz que se calou e que nunca mais regressVoz do meu íntimo...
Há dias, em que as vezes, dou comigo a pensar quantas vidas tem a vida e que sentido lhes dar… Tem dias, em que o dia teima em não querer chegar ao fim e no fim das contas feitas nada fica para contar, apenas a vontade de fugir e esconder-me como um bicho amedrontado
Entre este céu e o chão, entre este chão e o mar, entre o que sou e o que quero ser ainda muita coisa vai acontecer, ainda muito vou aprender, sofrer, chorar, rir, lutar e escolher… Escolher se vou ficar ou partir… Ficar acorrentada a uma marca deixada pelo meu passado e que dói de todas as vezes que tento dar um passo que requer independência e não posso, ou partir sem olhar para trás e pensar que Deus ainda tem algo bom guardado para mim…
No lugar que chamo quarto, com paredes de esperança, cada sonho é como um grito com vontade de lutar, cada grito é como uma força com vontade de se libertar, cada palavra escrita é como uma lágrima que corre e cada lágrima é como um sorriso que procura felicidade.
Todos os dias tento abraçar o meu interior, mas todos os dias me pergunto se na minha vida não haverão coisas que são simplesmente perda de tempo… Vejo-me a mim e ao mundo a desejar tudo e mais alguma coisa, sinto que falta sempre algo dentro de nós por mais bem pouco que seja…
Muitas vezes vou caindo sem me aperceber, quando me dou conta já bati bem lá no fundo e o regresso à sobrevivência transforma-se num autêntico campo de batalha entre mim e a solidão… Tem momentos em que a luz brilha no meu ser e parece que vem para ficar, mas pouco depois essa luz é apagada e sinto que a única coisa que me resta é o último lugar na plateia do olhar do munO último lugar é meu...